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Lost – A última temporada

Termina em 2010 a série de aventura, mistério e fantasia mais maluca e encantadora de todas os tempos.

Dia 2 de fevereiro será exibido nos EUA (dia 9 no Brasil) o primeiro episódio da última temporada de Lost. Foram 5 anos de muita diversão, tensão, sorrisos, lágrimas e mistérios, muitos mistérios. Acaba tudo em 2010. O final da série deve acontecer em maio ou junho (Me lembrei do final de “The Truman Show”). Vou ficar triste por não ter mais minha série favorita e terei que lidar com mais essa perda (assim aconteceu com Beavis & Butthead, Aeon Flux, Caverna do Dragão, Thundercats, Calvin & Haroldo, John Lennon, Kurt Cobain, Heath Ledger e por aí vai…).

Quando começou o burburinho na internet sobre a primeira temporada, eu, como pessoa que gosta de resistir a hypes, ignorei-a, pois imaginei que seria uma mistura boba de ‘X-Files’ com ‘Survivor’. Não deixa de ser verdade, mas em Lost esses elementos são elevados a uma potência inimaginável. Depois de muita resistência (amigos comentavam empolgados, sites elogiavam, prêmios, revistas), fui fisgado pelo episódio piloto, exibido num modorrento domingo à noite na TV Globo, depois do Fantástico.

E nesses anos conheci personagens incríveis: um torturador iraquiano, um paraplégico que volta a andar, um cascateiro profissional, um ganhador de loteria, uma fugitiva da polícia, um casal coreano, um roqueiro drogado, uma grávida, um ex-monge, um cara que não envelhece e até um cachorro. A estória era uma aventura fantástica e surreal, cheia de mistérios e enigmas enlouquecedores. E foi isso que aconteceu comigo. Pirei na série. Baixei RMVB’s, AVI’s, MPEG’s, Torrents, aluguei DVD’s (assisti toda uma temporada em dois dias), desejo ardentemente os boxes originais com as temporadas completas, acompanhei toda a experiência criada pela equipe de produção da série na internet e a repercussão da série em sites dedicados à série. E foi muito, muito bom. (Apesar do Rodrigo Santoro) Foi realmente muito acima de todas as minhas expectativas.

Na primeira temporada havia os flashbacks, monstros, ursos polares, uma escotilha. Na segunda apareceram os Outros, novas escotilhas, descobri que a ilha não é só ‘uma’ ilha, números recorrentes, Iniciativa Dharma, Black Rock. Na terceira meu queixo caiu do primeiro ao último episódio: Havia outros sobreviventes, havia uma vila com moradores confortavelmente instalados, havia os nativos e havia um tal ‘Henry Gale’. Na quarta temporada apareceram os Flashforwards, um navio cargueiro, os Oceanic6 e uma frase: ‘We have to go back!’. No ano passado templos antigos, estátuas de semideuses transmorfos e viagens no tempo foram acrescentadas a toda a loucura da série. Ufa! Coisa pra burro. Mas mesmo assim, isso é um resuminho porco.

Conheço gente que ‘desistiu’ de Lost por achar que a estória estava ficando maluca demais. Além disso, o formato sequenciado, impedia telespectadores ocasionais e reduzia a cada ano a audiência da série. Mas fidelizava. Literalmente criava (cria) fiéis. Pois para quem gosta de mistérios, se diverte com pirações imaginativas, vibra com roteiros intrincados e imprevisíveis, Lost, foi, sem dúvida, inesquecível e é um sucesso absoluto. O canal que a produz (ABC, subsidiária da Disney) investe cada ano mais dólares para manter e aprimorar os padrões da produção. E aposto todas as minhas fichas que, mesmo se as ‘pontas’ soltas da estória não forem devidamente amarradas, a série se encerrará em grande estilo.

E mesmo triste com o fim da série, terei tido 5 ou 6 bons anos de diversão. Porquê 5 ou 6 anos? Não sei se a sexta temporada vai ser tão bacana. Na verdade, nem importa. Claro que eu espero que seja, mas tudo que foi mostrado nessa meia década já foi suficiente para torná-la um marco da televisão mundial. Não espero descobrir todas as respostas para as perguntas que tenho. Não espero finais felizes ou conclusivos. Não espero nem coerência. Pode ser uma m***a fétida a conclusão da série. Eu vou assistir tudo, tudinho. E não vou esperar pra assistir nem na AXN (que demoraram, mas enfim descobriram que o delay entre a exibição dos EUA e do BR era inaceitável). Não consigo saber que um episódio está disponível a uma semana e esperar pra assistir naquele horário fixo. Baixar o episódio na internet virou um ritual semanal. Faz parte da tensão da série, assim como apagar a luz, aumentar o volume da TV e se prover de bebida, comida e desligar o celular para não ser interrompido. Dia 3 de fevereiro, aniversário de 92 anos da minha avó, estarei assistindo ‘o começo do fim’ no episódio chamado ‘LAX’, sigla do aeroporto de Los Angeles. Mais, não conto.

Quanto ao futuro, já ouvi declarações de que a série pode ter Spin-Off(‘s). Que pode ter um filme. Que os atores tentarão cinema, ou que nunca emplacarão como grandes astros. Who cares? Sempre haverá pessoas interessadas em ‘capitali$ar’ sobre o sucesso da série, mesmo depois de seu fim, e elas tem esse direito. Mas é bom que a série acabe. Se até a vida acaba…

Se você não acompanhou Lost desde o começo, vacilou. Foi uma experiência fantástica. Mas restam os DVD’s nas locadoras. Não será a mesma coisa, mas garanto, será divertido. Cada episódio com 42 minutos (4 8 15 16 23 42, lembra?), as três primeiras temporadas com 23 episódios, as três últimas com 17, dá um total de… (iniciar, acessórios, calculadora…) 84 horas de diversão ‘non-stop’ fora extras e material adicional só encontrado na internet. Indico com toda convicção.

Cada década tem as séries que merece. Na década de 60 havia Agente 86, ‘Jeannie é um Gênio’, Família Addams. Na década de 70 havia Jornada nas Estrelas e M.A.S.H. Na década de 80, Macgyver e Armação Ilimitada (Brasil-sil-sil!). Na década de 90, X Files, Friends, Barrados no Baile e Baywatch (Ou vai dizer que a Pamela Anderson de maiô vermelho, no auge da forma, correndo em câmera lenta na areia da praia não faz parte da sua lembrança das séries dos anos 90?). A década de 2000 foi generosa em nos presentear com várias séries bacanas. Além de Lost, também teve Heroes (/fail), Dexter (vice-campeão), CSI (e suas derivações), Sopranos, Sex And The City e muitas outras. Umas mais, outras menos interessantes. Novas séries continuarão a ser lançadas ano a ano no intuito de reprisar o sucesso, o fervor e a repercussão alcançada por Lost, mas, como até hoje não surgiu um ‘novo U2’ ou um ‘novo Nirvana’, também não haverá um ‘novo Lost’.

Namastê!

Para ler mais, acesse:

O site oficial da série (em inglês) – www.abc.com/lost

A Wikipédia de Lost – Lostpedia

Principal site internacional sobre Lost – DarkUFO

Blog mais legal sobre Lost no BR – Dude We Are Lost

O 2º blog mais legal sobre Lost no BR – Lost in Lost

No Orkut, Lost Brasil é uma comunidade bastante movimentada e interessante, com regras bem definidas e muita gente boa no assunto. Tem uns malas, claro, mas em todo lugar tem…

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  1. 31 de janeiro de 2010 às 20:57 | #1

    pamela anderson, né? tô sabendo.

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